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Mistérios, mentiras & modas

Mistérios, mentiras & modas

26
Fev21

Sim, tive covid-19 mas não sou diferente de ti

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Pois bem, o ano de 2020 estava a correr bem, quer dizer, estávamos no meio de uma pandemia, mas no geral não me podia queixar, o vírus (ainda) não me tinha apanhado, por isso alguma coisa eu estava a fazer bem.

Infelizmente, as coisas não correm sempre como queremos e após haver um surto na empresa do meu marido (motorista), rapidamente soube que também estava positiva.

Mas vamos por partes, porque ele soube que estava positivo no dia 31 de dezembro às 23h30, ou seja, meia-hora antes da festa de ano novo, felizmente estávamos apenas nós em casa.

No início dessa semana, um colega dele ligou-lhe a dizer que estava outro infetado. Ficámos logo em alerta, mas a empresa dele não ligou muito após terem conhecimento dessa situação. 

Obviamente para eles a empresa não podia fechar e se apareceu um  caso, seria só um?

Após várias reclamações dos trabalhadores, lá deram uma folha do seguro de saúde, para quem quissesse fazer o teste à covid-19.

Passou-se a segunda, terça e quarta. Neste último, o meu marido pede que eu lhe marque um teste. Só consegui marcar para o dia seguinte, o dia 31 de dezembro de 2020.

Ele sentia-se bem, eu sentia-me bem, mas estávamos os dois apreensivos. Já estávamos em casa de máscara com algum receio de um de nós já estar infetados. Os nosso dois filhos ficaram longe de nós a partir do momento que ele fez o teste.

Lembro-me de ir com ele fazer o teste, pelo caminho disse-me "eu acho que estou positivo", caiu-me tudo! Como é que ele podia dizer isto? Ele estava bem, eu estava bem, como?

A verdade é que ele não me tinha dito que já estava com dores de cabeça, dores no corpo e má disposição.

Mas acreditem, eu tive sempre esperança até termos recebido aquele teste às 23h30, véspera de ano novo.

O teste positivo

Quando ele diz: "recebi o mail, estou positivo", eu não queria acreditar, tive de ver com os meus olhos, foi a primeira vez que vi um teste à covid.

Ali estava a prova, não havia como fugir, ele estava mesmo infetado e a seguir faltava saber se eu e os meus 2 filhos também tínhamos o vírus ou não.

Como devem calcular os minutos seguintes foi ligar para a saúde 24, no meu caso foi super rápido, e falar com eles sobre a situação que acabou de acontecer. Um dos meus filhos tem asma e a minha preocupação aumentava.

Uma mãe pode estar a sofrer, mas tem de manter a calma pelos seus filhos e preparar as armas para combater seja o que for.

A saúde 24 enviou logo os códigos para fazermos o teste. Enquanto isso era meia-noite, mas eu não conseguia celebrar. Não desta vez.

Feliz Ano Novo... não para mim...

Normalmente à meia noite ligo para os meus pais e a minha irmã. Falei primeiro com ela, achei que ela ia entender melhor o que eu tinha de lhe dizer.

Ela fez algumas perguntas e acusações: "o teu marido não teve consciência"... Ena, esta doeu.

O meu marido estava a trabalhar, ele sempre trabalhou desde que começou a pandemia, obviamente ele não teve culpa. Houve um surto no local de trabalho.

A questão é que uma pessoa já está em baixo com a situação e ainda nos puxam mais para baixo, mesmo até ao fundo.

Não vale a pena.

Depois falei com a minha mãe, pronto foi aqui que tudo parou, começámos as duas a chorar ao telefone, sem dizer uma palavra uma a outra, apenas a soluçar.

Ela disse "vai correr tudo bem" e eu disse um "sim", muito tímido.

Não sabíamos mais o que dizer uma a outra, mas eu sabia que ela estava ali e tenho muita sorte por isso.

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O dia seguinte ao teste positivo do marido

Claro que não dormi nada na noite do dia 31 de dezembro de 2020 para 1 de janeiro de 202, fiquei na sala, porque não sabia se estava infetada ou não.

Em casa, todos de máscara e com desinfetante, marido isolado no quarto que tem casa de banho.

Logo de manhã, comecei a procurar lugares onde fazem o teste, mas não e encontrei nada aberto, só via "domingos e feriados fechado". Portanto tivemos de aguentar mais um dia e uma noite sem saber resultados de testes.

No sábado de manhã voltei à luta e encontrei uma clínica aberta, liguei para lá logo às 9h da manhã.

Atendeu-me uma senhora muito simpática, após contar-lhe a nossa situação, perguntou-me se conseguia estar lá às 10h e eu disse claro que sim.

Acordei os meus filhos e disse para se vestirem depressa "vamos fazer o teste à covid".

O teste à covid-19

Eu percebi que os meus filhos estavam um pouco nervosos, o mais velho quis ir primeiro.

Como éramos uma família, pudemos entrar os 3 na clínica que parecia um quarto, uma entrada com um balcão com desinfetante, uma folha para confirmar os dados e principalmente e-mail e depois tínhamos de assinar.

Quando o meu filho saiu do espaço onde fez o teste, vinha a sangrar do nariz, ele sempre foi muito sensível nessa parte da cara. Dei-lhe a chaves do carro e disse-lhe para esperar lá por mim. Eu sabia que ele queria sair dali o mais depressa possível.

Depois foi a vez da minha filha mais nova, ela é que pediu para ir a seguir, foi e veio em segundos. Perguntei-lhe se queria ir ter com o mano e ela disse que sim.

Agora sim, era a minha vez, a minha primeira vez.

Pronto, afinal estava mais nervosa do que pensava, mas ainda bem, não vale a pena pensar muito, é só seguir as instruções.

Fui para a zona do teste e estava lá uma senhora vestida da cabeça aos pés, só lhe via os olhos.

Muito carinhosamente, ela perguntou se era a primeira vez e se tinha alguém próximo infetado. Eu disse que sim era a primeira vez que fazia o teste e que o meu marido tinha testado positivo há 2 dias atrás.

Sentei-me na cadeira e penso que instintivamente puxei a cabeça para trás à espera que ela colocasse aquele cotonete gigante.

Ela corrigiu-me de imediato e disse que a cabeça tinha de ficar direita. Pediu-me para respirar fundo, inspirar e expirar.

Foi o que fiz. De repente um lado já estava, faltava o outro, voltei a usar a respiração para aguentar aquele teste.

Já estava, agora era assinar e aguardar pelo resultado.

Chegaram os resultados do teste à covid-19

Eram umas 17h30 desse sábado quando o meu filho me pergunta se vi o mail e se já tinha o resultado dos testes. E tinha mesmo.

Tinha apenas 2 mails, faltava um terceiro. Juntámo-nos no hall de entrada, cada um à porta do quarto. O meu estava positivo, o da minha filha negativo e o terceiro mail chegou mais tarde e o meu filho também estava negativo.

Portanto haviam 2 pessoas infetadas e 2 pessoas não infetadas.

Liguei para a saúde 24 a dar conta do meu teste e à espera de novas instruções, disseram-me que podia ficar junto do meu marido, mas os filhos tinham de ficar isolados 14 dias.

10 dias com covid-19

Nos primeiros dias, posso dizer que estive bem, alguma dor de cabeça, vomitei uma vez e nunca tive febre.

Recebi um do Ministério da Saúde para aceder a um site e ir colocando sintomas e febre.

Todos os dias ia lá fazer isso. 

Já no caso do meu marido foi muito diferente. Ele teve dores no corpo, falta de paladar, febre e dores de cabeça.

Só podia tomar paracetamol e ele tomou vários, estava sempre a contar as horas para poder fazer a próxima toma.

A ele ligaram-lhe algumas vezes, a mim nem por isso.

A médica de família começou a ficar preocupada com os sintomas do meu marido e disse que ele devia ir ao hospital para fazer testes e despistar uma possível infeção nos pulmões.

Aqui sim, entrámos em pânico. Como assim ir ao hospital? Eu não podia levá-lo porque estava obrigada a ficar em casa e não íamos colocar a família ou amigos em risco de ficarem infetados com uma possível viagem ao hospital.

No dia seguinte, a médica volta a insistir, é melhor o senhor ir ao hospital e ele respondeu que não tinha como ir. Ela sugeriu ligar para o Inem e pedir um ambulância.

Eu liguei para o Inem que me despachou imediatamente, eles só tratam de urgências muito graves e não de um simples transporte ao hospital.

Estávamos cada vez mais confusos.. mas a médica disse...

O Inem disse que tinha de ser os bombeiros da zona de residência a tratar do transporte. Liguei para os bombeiros e perguntei como seria e qual o custo.

Como não sou sócia, são 70 euros para lá e 70 euros para cá. Um total de 140 euros.

A brincar (ou talvez não), o meu marido disse que já se sentia melhor e que não era preciso nenhuma ambulância.

Mal sabia eu que depois de um duche ele esteve quase a desmaiar, não me disse nada, apenas deitou-se na cama.

Quando finalmente acordou, disse-me que tinha-se sentido mal depois do duche, mas que agora já estava muito melhor.

E realmente nos dias seguintes, ele foi melhorando.

10 dias depois tivemos alta

Que bom, finalmente chegou o dia em que me ligaram a dizer a senhora tem alta.

Na altura nem me lembrei de perguntar se era preciso fazer algum teste, no entanto ao fazer pesquisas percebi que 10 dias após o teste positivo já não se contagia ninguém e por isso dão alta.

Claro que a primeira coisa que fizemos foi abraçar os nossos filhos, que saudades...

Nesse dia, eu e o marido fomos fazer o passeio higiénico e que bem que soube uma caminhada.

Os nossos filhos ainda tiveram mais uns dias em isolamento, mas depois também poderam sair.

Depois da covid

Acho que uma pessoa depois de ter covid acaba por pensar de outra maneira. Continuam a haver pessoas à minha volta que acham que nunca vão apanhar o covid porque protegem-se muito bem ou até outra que começaram a falar de forma diferente após o covid passar por sua casa.

Oiço pessoas que dizem, "a minha família é saudável e temos cuidado", quando eu sei que depois vão para almoçaradas com amigos.

O covid pode acontecer a qualquer um e ninguém está livre de o apanhar.

Depois venho a saber de pessoas que falam nas minhas costas e olham de soslaio: "ela teve covid", como se tivesse sido a peste negra. 

Por isso, sim, eu tive covid-19 e sobrevivi mas não sou diferente de ninguém. O vírus entrou na minha casa, mas já saiu.

Sou uma sobrevivente, com muito gosto. E se fosses tu que falas de mim nas costas?

Não desejo mal a ninguém, mas afasto quem me quer mal.

Adeus covid.

 

 

 

26
Fev21

Como o tempo passa...

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Olá a todos,

Nem acredito que a última vez que escrevi um post foi a 14 de junho de 2020.

Eu continuo a dizer que o tempo passar a correr e não damos por ele, nem sequer o valorizamos como devíamos, falo por mim, é claro.

Desde junho aconteceram algumas situações como é óbvio, mas isso pretendo falar nos posts seguintes, porque se gosto de escrever e criei este blog era para libertar os meus pensamentos.

Vamos a isso. Novos posts a caminho :)

14
Jun20

Fui ao hospital no meio desta pandemia… mas correu tudo bem

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Tenho estado a contar os dias que estou em casa. Já são 96 dias. Felizmente, tenho a sorte de poder estar em teletrabalho e assim conseguir estar também com os meus filhos.

Há uma semana atrás comecei a sentir umas comichões na zona genital, o marido também comentou que sentiu o mesmo e estava já a colocar um creme. Aconselhou-me a por o mesmo creme, mas eu fui piorando e ele foi melhorando.

Passados uns dias, já estava mesmo incomodada e desconfortável, decidi ver se conseguia uma teleconsulta com um ginecologista, não queria mesmo ir a uma consulta presencial e correr o risco de apanhar o vírus mais famoso do mundo. Infelizmente, no meu seguro não havia teleconsulta de ginecologia, apenas de clínica geral.

Achei que devia tentar na mesma e este foi o meu erro. A médica que me ligou no dia seguinte para fazer a teleconsulta associou a comichão a herpes genital e disse-me para tomar uns comprimidos caríssimos: 28€ cada caixa. Como ela queria que tomássemos os dois, paguei 56€ na farmácia.

Na sexta-feira comecei a tomar os tais comprimidos, de 12 em 12 horas, mas em vez de melhorar, estava a piorar e tinha agora novos sintomas: a minha zona genital estava muito vermelha e inchada. Vi logo aqui que tinha cometido um erro tremendo ao ter sido teleconsultada por uma médica de clínica geral e agora tinha de corrigir este problema.

De sábado para domingo não consegui dormir nada e quando o marido acordou contei-lhe o que se passava comigo e ele disse logo: “queres ir ao hospital?” Querer eu não queria, mas sabia que tinha mesmo de ser observada.

A ida para o hospital

Lá fomos os dois juntos para o hospital, fui à cuf descobertas em Lisboa e no caminho disse ao marido que acordei os miúdos para lhes dar um beijinho e os pôr ao corrente da situação.

Claro que na minha cabeça quando tenho de ir ao hospital uma pessoa nunca sabe como vai correr… imaginei logo que tinha de ficar internada ou coisas piores…

Quando chegámos à porta do hospital o segurança informou logo que o marido não podia acompanhar-me e ainda por cima ele tinha-se esquecido do telemóvel em casa e eu não tinha como o contactar. Mas tentei manter o espírito positivo e pensar que não ia demorar muito.

Não foi bem assim, entrei cerca das 8h30 e saí às 10h30.

Sozinha no hospital

O segurança disse-me que não podia usar a máscara que tinha trazido, tinha de ser uma esterilizada e ele deu-me logo uma.

Lá fui eu sozinha, a caminho das urgências, apenas com os meus pensamentos.

Cheguei à entrada e estava tudo diferente. Antigamente bastava escolher urgência de adulto e saía logo um papel com o meu número.

Desta vez, tive de parar um pouco para ler aquelas instruções. Tive de colocar o meu cartão do cidadão e depois escolher as urgências de adulto ou ginecologia. Tive aqui alguma dúvida, sabia que era ginecologia, mas achei que deveria fazer um exame para descartar a infeção urinária.

Escolhi a urgência de adulto e o tal ecrã perguntava-me se queria que imprimisse o papel com o meu número ou se queria receber o número no meu telemóvel. Gostei da inovação e escolhi receber o sms.

Como era tão cedo, não vi muitas pessoas, havia muito desinfetante e fui usando sempre que podia. Embora não me saísse da cabeça aquela mão do segurança que me deu a máscara…

Na recepção informaram-me que tinha de pagar 8€ pelos custos da desinfeção e higiene e se fizesse o teste da covid-19 o custo poderia ir até aos 100€. Eu não estava ali por esse motivo, mas eles eram obrigados a dar-nos essas informações.

Ainda estava a fazer a inscrição e já tinha uma enfermeira a chamar-me para a triagem. Olhei para ela e disse “ainda estou aqui”. E ela respondeu “quando sair daí, venha cá ter”. A enfermeira tirou-me a febre, mas não me disse qual era o valor e perguntou-me qual era o problema. Depois de explicar tudo, encaminhou-me para uma sala de espera.

Aí estava apenas uma senhora e os bancos estavam marcados com um X, os que não estavam marcados era onde eu me podia sentar, sempre com a devida distância.

Não demorou muito para ser chamada por um médico da urgência, muito simpático e atencioso.

Contei-lhe novamente a história e ele perguntou se eu tinha febre. Eu disse que a enfermeira tirou-me a febre mas não me informou da mesma. Ele verificou e nada me disse também. Sinceramente eu nem estava interessada em saber, eu estava ali por outro motivo, para mim, muito mais importante.

Este médico pediu-me para fazer o exame à urina para despistar a infeção urinária e depois iria para o 2º andar de ginecologia para ser observada por um médico da especialidade.

Esperei novamente na sala de espera que tinha as marcas com o X, fui chamada para fazer o exame à urina e depois tinha de aguardar novamente para ser chamada para ir à ginecologia.

Finalmente, chegou uma auxiliar ou enfermeira e levou-me a mim e à outra senhora para o 2º andar. Quando chegámos lá, fomos para uma sala de espera onde estava um casal com um bebé recém nascido que não parava de chorar. Eu confesso que até gostei e acho que até tive saudades de ouvir o choro de um bebé.

Um médico apareceu com duas fichas na mão, chamou o nome da outra senhora e o meu e pediu-nos para o seguir. A senhora foi para um gabinete e eu acompanhei este médico ao seu gabinete. Quando lhe contei a minha história (mais uma vez), ele achou tudo muito estranho e pediu-me para despir para ele ver o que se passava. Disse de imediato que não era herpes genital e até fez questão de me mostrar umas fotos na internet, que me deixaram aliviada por saber que não tinha nada assim.

Afinal era uma candidíase, muito comum nas mulheres, que pode ter aparecido por estar muito tempo sentada, por causa do calor que se sentiu ou por usar roupa apertada. Passou-me uma receita médica e disse que ia melhorar rapidamente.

A saída do hospital

Já de receita na mão, estava bastante aliviada por já ter passado a parte pior e agora só faltava pagar e ir ter com o marido que já devia estar preocupado. Na recepção perguntaram-me se tinha feito o teste à covid e eu disse logo que não.

Saí da porta das urgências e parece que senti um vento a refrescar-me e a acalmar-me, estava tudo bem.

A caminho do carro comecei a ouvir um “Pssst, psst”, olhei para cima e lá estava o meu marido do lado de fora do muro do hospital a sorrir para mim. E eu estava tão feliz por o ver e por sair dali o mais depressa possível.

Moral da história

Acho que aprendi que devo confiar mais nos meus instintos e devia mesmo ter consultado logo um ginecologista em vez de um médico de clínica geral.

Aprendi também que sempre me senti segura naquele hospital, fui bem tratada, bem aconselhada e apesar de toda a gente querer estar longe de hospitais, às vezes temos mesmo de ir… pela nossa saúde.

 

06
Jan20

Bem vindo 2020

 

 

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É incrível, começou um novo ano. 

Não vos parece que 2019 passou a correr? É o que eu sinto.

Fazendo uma retrospectiva, acho que foi um ano bom. Tenho a minha família unida, todos com boa saúde.

Tenho um bom trabalho que me realiza profissionalmente. 

Claro que só me falta sentir realizada a nível do peso. 

É sempre aquela espinha que me incomoda. Mas também quem é que tem uma vida perfeita?

Quem lê o meu blog já me viu a tentar algumas dietas, como a dos 31 dias da Ágata Roquette e mais recentemente a yes Diet, da well's.

Parece que nada funciona comigo ou não tenho a força de vontade que achava que tinha. 

Eu devo ser o tipo de pessoa que quando começa a ver resultados pensa "já posso fazer asneiras!!" e pronto estrago tudo outra vez.

Em junho de 2019 já estava muito perto do meu peso ideal (58kg) , tive 61 quilos. Mas depois fui de férias e pimba voltei para os 65.

Continuei na yes diet mais 6 meses, mas nada de perder peso. 

O meu problema é que sou muito esquisita, se em junho tinha conseguido comer as refeições deles, rapidamente fiquei enjoada e não consegui comer mais, os crepes, as sopas, os woks, nada me sabia bem. 

A única coisa que comia eram os snacks, as barras de cereais, as chips de soja...

Portanto, estou numa fase em que não sei bem o que fazer. 

Não tenho resolução para este novo ano. 

Apenas vou viver a vida e aproveitar os momentos com o marido e os filhos.

Bom Ano! 

29
Out19

Peso ideal: qual é o seu número?

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Eu sei que não devemos ficar presas a um número do nosso peso ideal. Toda a gente me diz isso, mas a verdade é que não é só um número. É AQUELE número que me vai fazer sentir bem.

Não sei se vos acontece, mas quando estamos a tentar perder peso há sempre alguém que tem o número que nós estamos à procura. Mas essas pessoas não estão felizes com esse número.

Esse número que eu procuro, no meu caso o 58, não as satisfaz, querem menos, muito menos. Quando me dizem 49, fico estupefacta. O quê? Isso também não.

Esta conversa tive ontem com uma amiga, já a conheço há alguns meses e admito que ela conseguiu, está com um corpo perfeito, ainda não tem 30 anos, deve ter 1,58 ou 1,60 de altura e quer ter só 49 quilos?

Ela depois explicou: já teve esse peso antes e quer voltar a ter.

Eu também já tive esta conversa, mas acho que já percebi que não podemos voltar atrás.

Temos de aceitar o nosso corpo, o nosso peso e tentar sempre fazer as melhores escolhas, as mais saudáveis possíveis.

A verdade é que não quero passar a vida em dietas à procura do meu peso ideal, mas também não quero desistir de tentar.

No meu caso, com 40 anos, sinto que é mais difícil de perder peso, por mais que eu tente e sinceramente dou por mim sempre a tentar e a tentar.

Para quê? Para ter o número ideal? Para quê? Se me olho ao espelho e gosto do que vejo, porque estar sempre a fazer dietas?

A resposta é: porque não gosto de desistir.

Tive uma nutricionista que me disse um dia: “nunca desista”. Ela viu-me quando tinha 56, 59, 61, 64 quilos.

Ela sabia que eu não ia desistir nunca. Só tenho de me sentir bem. Tenho de conhecer o meu corpo e esse é um desafio global.

Conhecer o nosso corpo, o que nos faz engordar, emagrecer, ficar mal disposta ou cheia de energia.

Esse é o verdadeiro enigma da vida.

19
Ago19

Experimentei a dieta Yes Diet. Este é o meu testemunho

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Olá olá,

Sei que tenho andado meio desaparecida, mas tenho sempre o blog na mente.

Queria falar-vos da nova dieta que comecei a experimentar a 21 de março deste ano, achei que seria ideal para mim, por ser algo rápido, com refeições já prontas e vários snacks.

 

No dia da consulta, a primeira foi grátis e as outras já me custaram 7,5€, descobri que tinha 10 quilos a mais.

A verdade é que na minha balança de casa, que eu considero boa, dizia que tinha 8 quilos a mais, mas lá aprendi que na balança deles, tinha sempre 2 quilos a mais.

Tudo bem, amigos na mesma.

A verdade é que nesse dia da consulta gastei cerca de 150 euros. Nem queria acreditar, como é que me fui meter nisto, tão caro... mas passo a explicar, este dinheiro foi todo em refeições e snacks para duas semanas, a fase 1. Mas no final desse mês, ao fazer as contas, foram cerca de 400 euros. Um rombo no meu orçamento.

Mesmo estando na fase 2, em que posso comer comida normal e o que eu quiser da dieta deles, foi sempre um custo elevado.

Era tudo da dieta deles: pequenos-almoços, snack, almoço, snack, jantar e ceia.

E tenho de vos dizer que gostei da maior parte. Claro que é o gosto de cada um, mas eu considero-me esquisita com a comida, há algumas coisas que não gosto mesmo.

O que gostei na dieta yes diet

Gostei muitos dos snacks, mais especificamente das barras de cereais, as minhas favoritas eram as de coco, figo, chocolate e as que menos gostei foi as de frutos vermelhos e amendoins.

Cada caixa tem 5 barras e custa 9,95€.

Gostei também das saladas, mas nem todas, mais a de frango e atum. Há outra de ovo, mas não fiquei fã.

Também adorei os chips de soja com sabor a barbecue. São mesmo saborosas e parecem batatas fritas de pacote, mas com um sabor ainda melhor.

O que eu adorava e usava todos os dias era o doce de morango, era excelente para por no pão e o preço era o mais acessível, na minha opinião.

Os flocos de soja e chocolate eram bons para colocar no iogurte e substituíam o pão do pequeno-almoço.

As panquecas também eram boas e ficava satisfeita quando as comia, o problema era o trabalho que davam a fazer...

O que não gostei

Bem, não fiquei fã das sopas, não sei porquê, mas o sabor não me convenceu. Só há três, a de frango, pescada e tomate.

Também não adorei as tortilhas, há simples e com paio, mas custava-me sempre a comer.

Os wok, de frango e camarão, também não me convenceram.

Eles têm também vários crepes, que são basicamente omeletes pré-preparadas, só juntava 1 ovo e água e levava à frigideira. Não adorei.

Provei os batidos de chocolate, frutos vermelhos e manga, mas para mim eram muito doces. O mesmo digo do galão.

Resultados

Quando me perguntam sobre os resultados, tenho de ser sincera, sim, eu tive resultados positivos e perdi 6 quilos, mas não num mês, demorei uns 4 meses.

O problema foi quando tive uma semana de férias e não controlei mesmo a alimentação e quando voltei à consulta tinha ganho 5 quilos

Eu nem queria acreditar. Tinha de começar tudo outra vez?

Claro que a médica disse para fazer uma semana só com refeições da dieta, para fazer um detox da má alimentação das férias. Lá paguei eu 90€ e tive de comer as sopas, as tortilhas e os woks.

No final dessa semana, tinha perdido apenas 1,5 quilos e o volume (que tinha aumentado), manteve-se igual, o que me deixou triste.

Hoje

Bem, hoje tenho dúvidas. Dúvidas se devo continuar, se é isto que ainda quero. Sinceramente não sei.

Penso, será que posso continuar a comer estas barras de cereais que estão cheias de chocolate, será que me fazem bem?

Não sei, não sei mesmo.

 

22
Mai19

A minha aventura para renovar o cartão do cidadão

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Quando vi que o meu cartão do cidadão tinha de ser renovado este ano, o primeiro pensamento foi “lá vou eu apanhar seca” e realmente não podia estar mais correta.

Uma pessoa tenta compreender porque existe agora esta euforia para tratar do cartão do cidadão, mas sinceramente, não dá para perceber.

Já toda a gente me dizia, “se queres tratar do cartão do cidadão, tens de ir cedo”. Realmente eu via muitas pessoas à porta da conservatória antes desta abrir, mas nunca pensei que fosse tão mau.

Num dia de folga, decidi aventurar-me nesta renovação, mas não ia ficar na fila desde as 4 da manhã. Pensei em deixar que a conservatória abrisse às 9h e depois tirava a senha.

Assim foi. Tirei a senha às 9h13 (que precisão!) e acho que tive muita sorte, porque segundo a funcionária às 9h30 já não haviam senhas para tirar o cartão do cidadão.

A minha ideia era ir passando naquele local e controlava os números. Fui a vários sítios e voltava. 10h, 11h, 12h, 13h.

A partir das 13h já fiquei por lá a ver os números a passar.

Achei incrível o número de pessoas que apareciam àquela hora para tratar do cartão do cidadão ou passaporte. Não viam as notícias? Está tudo um caos… ou começou há alguns meses?

Um senhor que também estava à espera para tratar do passaporte disse-me que em Janeiro tinha estado naquela conservatória e foi super rápido. Aliás, ele nem tirou senha. O funcionário perguntou para que era e chamou-o logo.

Desde essa altura até agora, tem sido um caos total.

Quando finalmente foi a minha vez, perguntei à senhora o porquê desta situação, ela respondeu-me que as pessoas vinham todas ao mesmo tempo e causavam esta fila, se viessem com um espaçamento de 10 minutos já não havia problema.

Continuei sem entender.

Depois de tratar do cartão do cidadão foi só aguardar a carta para ir levantar o mesmo.

“Deve ser rápido”, pensei eu.

A carta chegou uma semana depois, esperei por mais um dia de folga para tratar disto. Principalmente porque vi casos de pessoas que achavam que conseguiam tratar do cartão do cidadão e depois tiveram de dar a senha porque tinham de ir trabalhar.

Fui tirar a senha também às 9h20, desta vez era para levantar o cartão do cidadão, supostamente seria rápido, o problema é que os funcionários que entregavam o cartão do cidadão, também estavam a fazer o dito cujo e por isso demorou imenso.

E desta vez a conservatória tinha uma mudança. Um papel afixado por toda a conservatória anunciava que agora haviam apenas 20 senhas para fazer o cartão do cidadão e 10 senhas para passaportes.

Segundo a funcionária, quando abriram às 9h “estavam 50 pessoas à porta da conservatória, mas apenas 20 conseguiram a senha”.

Não consigo imaginar o que sentiram as pessoas que estiveram à espera e foram “obrigadas” a ir embora naquele dia.

Bem, voltando ao meu levantamento do cartão do cidadão que tinha começado às 9h20, fui lá às 10h, 10h30 e voltei a ir dar uma volta.

Quando regressei já tinha passado o meu número. “Andou depressa pensei eu”.

Tive de tirar nova senha e a diferença eram de apenas 4 números.

Ou seja, quando tirei a senha de manhã tinha 31 pessoas à frente e quando tiro a senha às 11h, tenho apenas 4.

Isto é daquelas coisas que uma pessoa quando não sabe comete estes erros e perde tempo desnecessário.

Fica a dica, para quem precisar.

 

01
Fev19

Perder peso? Investir 80% na boa alimentação e 20% no ginásio

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Quando criei este blog achei que iria comentar vários temas que me assombram a mente, mas afinal acabou por ser mais um desabafo de dietas falhadas.

 

A vida acontece e ninguém quer passar uma vida inteiras em dieta.

Mas a verdade é que o peso nunca me incomodou, até ter tido o meu primeiro filho. Não sei como mas engordei cerca de 20 quilos e desde aí que tem sido uma luta.

Parece que o corpo não responde como eu gostaria às privações, ao ginásio e às tentações.

Vejo pessoas que comem imenso e não engordam, faz parte do metabolismo delas e eu aceito bem isso, mas não devia ser tão difícil para mim perder uns quilos.

 

Inicialmente eu dizia que tinha 4 quilos a mais do meu peso ideal (sim, fiz todas as contas da altura e do peso atual e do IMC), neste momento vejo que tenho 7 quilos a mais.

Como é que deixei isso acontecer? Foi mais um quilo num mês, sempre a comer hidratos de carbono ao jantar, a achar que podia comer tudo se fosse ao ginásio.

Deixei andar um pouco durante uns meses e o peso aumentou imediatamente.

Eu tento não estar sempre a pensar no peso, na comida, mas às vezes é difícil porque somos constantemente confrontados com tentações que vamos aceitando por amabilidade, agradecimento ou mesmo gula.

 

Mas no final do dia, se escreverem um diário como eu e refletirem no dia que passou, conseguem assinalar, aquele molho de maionese que coloquei, aquele coração de chocolate que comi, aquela batatinha que provei.

Todas estas coisas, ao final do dia vão contar, mesmo que vás ao ginásio.

Nos últimos 3 meses, fui quase sempre ao ginásio, mas não controlei bem a alimentação, apetecia-me arroz ou massa ao jantar. Embora o pior fosse mesmo o pão. Vou comer qualquer coisa com pão…. gosto tanto.

Quando dei por mim, já estava com um anca e rabo gigantes.

Como? Um arrozinho? Uma massinha? Um pãozinho? Não deviam fazer mal a ninguém, até deviam dar energia e dão, no meu caso, mais uns quilos a mais.

Ainda investi numas aulas de persona trainer, mas no fim do mês, nada de resultados.

Dizem-me e eu acredito nesta frase:

 

Para um bom peso é preciso investir em 80% na boa alimentação e 20% no ginásio e claro resistir a doces, bebidas açucaradas e alcoólicas.

 

Eu testei isto e é mesmo verdade, mais uma vez, apenas no meu caso.

Agora decidi começar de novo e estou a seguir o livro “A nova dieta dos 31 dias” da Ágata Roquette.

Hoje é o meu 19º dia e já perdi 3 quilos. Ainda faltam 4.

A luta continua todos os dias mas o foco é essencial.

Boa sorte a todos os que se identificam com a minha história.

11
Jun18

Back to business

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Nem acredito que já há tanto tempo que não escrevia nada aqui.

Como é que o tempo passa assim a correr é difícil perceber.

O importante é continuar dia após dia.

Tinha mudado de nutricionista a 28 de fevereiro e tenho continuado com essa até hoje.

Finalmente comecei a ver resultados. Foram precisos três meses de adaptação.

Não tem sido fácil, mas acho que estou a conseguir, lentamente.

Aumentei as idas ao ginásio, tenho conseguido ir 5 vezes por semana. E acho que tem de ser assim, como uma rotina.

Até porque o meu trabalho é muito tempo sentada por isso tenho mesmo de fazer um esforço para ir ao ginásio e compensar o tempo de inatividade.

Também tenho mudado um pouco a alimentação e tenho resistido às tentações que me aparecem.

Estou a fazer pequenas substituições que sejam válidas para mim e para a família.

Não sei porque é que eles não gostam de bolachas de aveia, por exemplo. Ou então provam e dizem que estão boas, mas depois não comem mais.

Estão a apenas a agradar-me? É que na minha opinião são mesmo boas.

O mesmo acontece quando faço uns muffins de beterrada ou cenoura, os meus filhos dizem "cheira bem", mas depois não comem um único.

Será que são alérgicos quando dizem que é "saudável"?

Pelo menos acompanham-me sempre com as saladas nas refeições, quer dizer para eles faço apenas com alface, para mim, gosto de colocar tomate, cebola, sementes. Por isso tenho sempre trabalho a duplicar.

Mas pronto, o importante é que fiquem todos felizes e que eu veja alguns resultados.

Embora nunca pensei que demorasse tanto tempo.

Mas como disse no início, o tempo passa depressa.

O importante é ter saúde.

22
Mar18

20 dias depois os resultados... negativos

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Pois é, no dia 2 de março estava entusiasmada com um novo plano alimentar, sem laticínios e com hidratos de carbono ao almoço, desde que fosse treinar.

Os primeiros dias até correram bem, mas depois chegou o fim de semana e a vontade de comer este mundo e o outro. O desejo foram as amêndos de chocolate e gelado, claro.

Passou esse fim de semana, mas as asneiras continuaram, todos os dias uma diferente, um almoço, um lanche, um jantar.

Duas semanas depois falei com a nutricionista, não estava a correr bem, não estava a conseguir controlar-me nas asneiras e claro tinha mil e uma desculpas, válidas para mim, como sempre.

 

Começar de novo

A nutricionista disse "comece agora". "Ok", pensei eu, "lá vamos nós outra vez".

A parte dos laticínios foi fácil de controlar, porque nem gosto de leite, mas a insistência em comer fruta várias vezes ao dia acaba por me cansar. Não tenho assim tanta fome para isso.

Este fim de semana que passou até me portei bem e consegui seguir o plano, mas depois no dia do pai (segunda-feira) fui jantar fora e não resisti a umas batatas fritas e um sobremesa.

 

"Pronto, foi só isso", pensei eu. Mas não.

Ontem quarta-feira, lá estava a almoçar e veio aquela vontade de acompanhar a refeição com umas batatas de pacote. Ah e tinha lá umas vianettas esquecidas no congelador e lá foram duas fatias. Para terminar e acompanhar o café umas waffers de chocolate.

À tarde ainda fiz um bolo e claro tive de provar uma fatia.

Depois de tudo isto pensei, hoje não vou ao ginásio, fui segunda e terça, hoje descanso. Está frio, fiz asneiras, é melhor esconder-me em casa.

Mas depois a minha filha acabou por insistir comigo e até disse "mãe, tens de ir queimar as calorias que comeste" e eu penso se ela realmente sabe o que são calorias... mas sabe de certeza que eu não devia ter comido tudo aquilo...

Acabei por ir e realmente fez-me bem. Claro que não devo ter perdido tudo aquilo que comi, mas pelo menos fiz alguma coisa e enfrentei os meus demónios.

Às vezes dou por mim a pensar que tenho muita sorte em ter uma boa vida.

Os meus filhos são amorosos, adoráveis, tenho um marido que eu amo.

Falta só mesmo conseguir perder este peso extra, mas sem por muita pressão em mim.

Devagar se vai ao longe e temos de levar um dia de cada vez.

 

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